Polilaminina: estudante de Balsas é 2º paciente no MA a receber a substância

  • 21/02/2026
(Foto: Reprodução)
Cirurgia experimental em Imperatriz traz esperança a pacientes O estudante de Agronomia Hector Lucena, de 26 anos, foi o segundo paciente no Maranhão a receber polilaminina, em procedimento experimental realizado neste sábado (21), em Imperatriz. Natural de Balsas, no interior do Maranhão, Hector perdeu o movimento das pernas após um acidente de moto em 23 de novembro de 2025. Como o protocolo do estudo prevê que a aplicação seja feita até 72 horas após o trauma, a família entrou na Justiça para garantir a participação dele no experimento. ➡️A polilaminina vem sendo estudada há mais de 20 anos pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O composto é uma versão recriada em laboratório da laminina, proteína presente no desenvolvimento embrionário e ajuda os neurônios a se conectarem (leia mais abaixo). A preparação para o procedimento durou 15 dias. A aplicação foi realizada no Hospital Alvorada, em Imperatriz, com a presença de um neurocirurgião do Rio de Janeiro e de um médico pesquisador responsável pelo composto. Entenda o que a substância pode fazer e o que ainda não se sabe Hector Lucena, de 26 anos, foi o segundo paciente no Maranhão a receber polilaminina Arquivo Pessoal Os dados coletados serão incluídos na pesquisa que avalia o comportamento da polilaminina em pessoas com lesões medulares. “Esses estudos regulatórios visam mensurar a eficácia da medicação. Só depois de concluídas essas fases poderemos definir o benefício real. No momento, estamos em desenvolvimento e existem informações a serem reveladas e a eficácia a ser estabelecida”, explicou o médico pesquisador Olavo Borges. A técnica com polilaminina é resultado de pesquisa científica desenvolvida pela bióloga Tatiana Sampaio. A substância utiliza a proteína laminina, presente na placenta humana, com a proposta de estimular a regeneração de neurônios na medula espinhal. Estudos já registraram resultados positivos no Brasil, incluindo o caso de um paciente tetraplégico que voltou a movimentar o corpo. Primeiro paciente do MA a receber composto foi PM baleado em operação Polilaminina é usada pela primeira vez no Maranhão em PM baleado em operação O policial militar Romildo Leobino, de 46 anos, apresentou os primeiros sinais de melhora após passar por um procedimento experimental com a substância polilaminina, realizada no Hospital do Servidor, em São Luís, menos de uma semana após a aplicação. Ele é o primeiro maranhense a receber o tratamento, que busca estimular a regeneração de neurônios e reconectar estruturas lesionadas da medula espinhal. O filho do PM, Vinicius Henrique, divulgou um vídeo nas redes sociais mostrando parte da evolução. O procedimento foi realizado na última quarta-feira (11). Romildo foi baleado no pescoço durante uma operação contra o tráfico de drogas em Bom Jardim, a 275 km de São Luís. O crime ocorreu quando o policial entrou em uma casa onde havia suspeita de armazenar drogas e foi atingido por criminosos que estavam no local. Como o prazo previsto pelo protocolo oficial do estudo clínico, que recomenda a aplicação da substância em até 72 horas após o trauma, já havia sido ultrapassado, a família entrou com um pedido na Justiça para que Romildo pudesse receber a medicação. A liminar foi solicitada no dia 3 de fevereiro e concedida no dia 5. De acordo com o boletim médico, a aplicação da polilaminina ocorreu 28 dias após o trauma. Segundo familiares e equipe médica, nas primeiras 24 horas já foram observados sinais como contração muscular nas mãos e nas pernas, retirada da sonda urinária e melhora no controle de tronco. Entenda como funciona a polilaminina. Arte/g1

FONTE: https://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/2026/02/21/polilaminina-estudante-de-balsas-e-2o-paciente-no-ma-a-receber-a-substancia.ghtml


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