Segundo suspeito de ataque que matou grávida e filho morre em confronto com a polícia no MA
13/07/2026
(Foto: Reprodução) Mais um suspeito morre e outro é preso em operação sobre morte de grávida e filho no MA
David João Gaspar Penha, conhecido como "Mucurão", foi o segundo suspeito de participar do ataque que matou uma mulher grávida e o filho dela, de 4 anos, a morrer em confronto com a polícia na zona rural de São João Batista. A informação foi confirmada nesse domingo (12) pela Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA).
Segundo a polícia, David já havia sido preso e tinha passagens por outros crimes. Ainda no domingo, Joelson Braga Araújo, outro suspeito de participar do crime, também morreu durante uma ação policial. Segundo a SSP, Joelson usava tornozeleira eletrônica por determinação judicial.
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No mesmo dia, um terceiro suspeito de envolvimento no ataque, Matheus Costa Pinheiro, foi preso em São João Batista.
Outros envolvidos já foram identificados e continuam sendo procurados pelas forças de segurança. Os nomes não foram divulgados para não comprometer as investigações. As buscas contam com equipes da Polícia Civil, Polícia Militar, Perícia Oficial, Centro Tático Aéreo (CTA), Canil e setores de inteligência.
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INVESTIGAÇÃO: SSP aponta companheiro como principal alvo de ataque que matou grávida e filho
Joelson Braga Araujo (à esquerda) e David João Gaspar Penha (à direita) são suspeitos de participar de ataque que matou grávida e filho
Reprodução/Montagem g1
Investigação
O caso é investigado como duplo homicídio. Segundo a SSP-MA, os elementos reunidos até o momento indicam que o crime está relacionado a uma disputa entre facções criminosas.
Segundo a SSP, Josef Abreu Santos, companheiro de Samira Costa Correia e pai de Yan Kaleb Costa Santos, de 4 anos, é apontado pela investigação como o principal alvo do ataque. Ele foi ouvido pela autoridade policial.
A secretaria não informou em que condição Josef prestou depoimento nem divulgou outros detalhes, para não comprometer o andamento das investigações. Familiares afirmaram que ele havia sido visto na casa pouco antes do ataque.
Segundo o delegado-geral da Polícia Civil, Augusto Barros, a polícia investiga se uma pessoa próxima às vítimas tinha ligação com um grupo criminoso e foi acusada de mudar de facção ou trair o grupo. Ele ressaltou, porém, que essa versão ainda não foi comprovada.
“Há muita especulação e muito boato que se mistura com outras versões, às vezes criando versões distintas. Então, o nosso trabalho é reunir todas essas informações e trabalhar todos os pontos de cada versão até entender, de fato, o que aconteceu”, explicou.
Ataque teria envolvido cerca de 15 homens
As vítimas foram identificadas como Samira Costa Correia e Yan Kaleb Costa Santos
Reprodução/Redes Sociais
As vítimas foram encontradas carbonizadas dentro de uma casa incendiada na sexta-feira (10). Segundo a polícia, homens armados invadiram o imóvel, fizeram vários disparos e atearam fogo no local.
Testemunhas relataram que aproximadamente 15 homens teriam participado do ataque. A Polícia Militar encontrou cerca de 100 estojos de munição já disparada no local. Havia materiais dos calibres 9 milímetros, .38, .40 e 12.
Perícia apura como as vítimas morreram
Os exames periciais devem esclarecer a dinâmica do ataque e determinar se Samira e Yan morreram em consequência dos disparos ou do incêndio.
Por causa das condições em que os corpos foram encontrados, a liberação pelo Instituto Médico Legal (IML) foi condicionada à realização de um exame de DNA com material coletado de um familiar de primeiro grau.
Segundo a SSP-MA, o exame já foi realizado. A secretaria não informou quando os corpos serão liberados.
As investigações e as buscas pelos demais envolvidos continuam na região. A SSP-MA afirmou que outras informações não serão divulgadas neste momento para preservar o andamento das buscas.